Preparem-se para uma sessão (ou melhor sucessão) de fotografias que
ilustram a confeção e decoração de um bolo cuja receita reinventei
(como quase sempre). Os ovos são fresquinhos, vindos directamente do galinheiro. O açúcar (amarelo, cheirosinho, o melhor para os meus bolinhos), chocolate em pó, avelãs moídas, farinha com fermento)...
Escolhi uma chávena para servir de medida. Usei uma medida e meia de açúcar (não gostamos de bolos excessivamente doces) que bati com cinco gemas de ovos,
três colheres de azeite extra-virgem (com o menor grau de acidez possível),
seis colheres de leite
e um generoso cálice de vinho do Porto. Bati, bati e tornei a bater com convicção até obter um creme fofo e esbranquiçado.
De seguida, juntei as avelãs moídas, duas colheres de chocolate em pó e duas chávenas de farinha (que peneiro sempre para evitar os grumos), a que previamente tinha juntado uma colherzinha de fermento em pó.
Seguiu-se uma pausa, enquanto a máquina batia as claras em castelo. No fim, virei a taça ao contrário para fazer a prova (estavam firmes, visto que não caíram para o chão).
Com muito cuidado, envolvi-as no preparado anterior. Tudo pronto (ou quase!). Acendi o forno a 180º e coloquei a massa na forma previamente barrada com manteiga e polvilhada com farinha.
Cansadinha, preparei um chazinho para beber, visto que para rechear e barrar o bolo havia uma lata de leite condensado cozido (menos enjoativo do que o simples e já prontinho).
Do workshop de decoração de bolos (sim, sim, gastei o dinheiro duns sapatos nisso, mas paciência, há que ver o lado positivo da "coisa", tive um serão muito agradável com duas colegas de trabalho) trouxe duas bolas de pasta de açúcar que foram suficientes para uma decoração pascoal.
Amassei, amassei, voltei a amassar, estendi sobre papel vegetal polvilhado de farinha maizena a parte branca da massa.
Convém deixá-la com uma espessura considerável para não se notarem os
eventuais defeitos do bolinho, mas eu sou do contra, neguei-me a comprar
os perfeitinhos pães de ló de compra e não gosto muito desta pasta que cobre o sabor genuíno do bolos, pelo que a estiquei ao máximo.
Com a parte rosa da pasta, fiz umas pequenas decorações com o único apetrecho desta nova "indústria" que comprei: uma forma de silicone com figuras que, combinadas entre si, deverão dar para fazer dezenas de bolos diferentes.
E aqui está a única fotografia decente tirada já a noite ia longa e ainda antes dos toques finais.
Ingredientes:
5 ovos
1 chávena e meia de açúcar amarelo
200 g de avelãs moídas
2 chávenas de farinha com fermento
1 colherzinha (de chá)de fermento em pó
2 colheres de chocolate em pó
6 colheres (de sopa) de
leite
3 colheres (de sopa) de azeite
extra-virgem
1 cálice de vinho do Porto